segunda-feira, 7 de março de 2011
About me
A maior parte do tempo é assim, meu olhar perdido no espaço. Mil e uma coisas mirabolantes passeando pela minha cabeça.
Expressão sérias, fones no ouvido... Uma garota comum, com sonhos impossíveis e que esqueceu de crescer.
Quando fecho os olhos, é uma maneira de realizar todos os meus sonhos, desde os mais bobinhos até os mais complicados.
Não tente me entender, é uma árdua tarefa, e que talvez em seu final, nem seja tão importante assim.
Never tell
Por que eu não consigo te dizer tudo o que sinto?
Não consigo entender a mim mesma.
Só o que faço é te afastar de mim, quando o que mais quero é que esteja perto.
Eu nunca vou me perdoar se eu te perder e não ter a chance de dizer tudo o que quero há muito tempo.
Eu sei que nunca vou ter coragem de dizer, mas de algo forma, espero sinceramente que você saiba, ou que ao menos uma ideia se passe pela sua cabeça.
Second comment
(Tom Fletcher está dizendo "Oi" p/ vocês)
Oioi pessoas que tem internet!
#iCarlyfeelings
Hoje eu acordei meio sentimental, então já sabem: se acharem meus textos melosos, emos e... filosóficos demais, tem motivo.
(nada contra os emos, blz?)
domingo, 6 de março de 2011
Catapora
Short-fic que eu fiz quando minha bieféfa estava doente.
- Oi, meu amor. – Danny entrou pela porta, cheio de sacolas do supermercado.
- Oi. – respondi com um sorriso murchinho, eu odiava ficar doente. Ele veio até mim e me deu um curto selinho, depois foi até a cozinha levar as sacolas.
- ‘Ta melhor? – ele perguntou.
- Um pouco. – respondi na mesma altura. Estiquei as pernas no sofá.
Zapeei alguns canais na TV... Nada de bom passando. Desliguei.
- Danny. – chamei preguiçosamente. Ele esticou a cabeça para que eu pudesse vê-lo. – Pega meu celular? – pedi com um sorriso meigo. Ele sorriu, e foi pegar o aparelho no hack para me entregar.
- Obrigada. – mandei-lhe um beijinho no ar.
Assim que peguei o celular de sua mão, Larissa me ligou.
É sério, nós temos uma ligação... Sem piadas, por favor. Temos uma ligação muito forte. Nós com certeza devíamos ter sido irmãs em outra vida. Imagina só, eu e a Lah com aquelas roupas de época, passeando pela Londres de antigamente. Nossa, maior sonho isso.
"Amiga, como você 'ta?" Ela começou desesperada. Rsrs.
"Oi Lari." Comecei. Que amiga louca eu tenho. "Eu ainda 'to na mesma, com essa catapora." Olhei enraivada para as manchas vermelhas no meu corpo. "Mas, e você? Como está?"
"Tudo belezinha." Ela respondeu.
Não escutei mais nada. Tirei o celular da orelha e olhei para o visor.
- Que ótimo, a ligação caiu. – bufei descontente.
- Ela vai ligar de novo. – Danny falou da cozinha. Ué, tanta demora só para arrumar umas comprinhas?
- Ei, Danny – comecei. – o que você 'ta fazendo aí? – sim, eu sou muito curiosa.
- Ah – ele esticou a cabeça novamente para que eu pudesse vê-lo. – ‘to preparando chocolate quente.
- Oba, oba. – comemorei sentada. O celular tocou novamente.
"O que aconteceu?" Perguntei esbaforida.
"Calma." Lari disse lentamente. "Foi essa droga de celular." Bufou. "Isso sempre acontece quando neva em Londres."
"Londres?" Estranhei. "O que você ta fazendo em Londres, amiga? Pensei que estivesse em Liverpool com o Tom."
"Ah, é" A ouvi bater na própria testa. "Viemos ver uma apresentação da Carrie. Ai, amiga, minha cunhadinha estava linda. Senti sua falta conosco. Não é a mesma coisa sair para comemorar na Starbucks sem você." Ela choramingou.
"Pode apostar que eu queria muito, muito, muito mesmo estar aí." Sorri. "Mas me fala, como está a Carrie?"
"Ela ‘ta bem. Saiu há pouco com o Tom, foram locar uns filmes e ir ao meu paraíso particular..."
"Starbucks." Falamos juntas, para depois rirmos juntas também. "Boba." Dei língua. Ok, ela nem viu. "Mas, ei... Por que você não foi com eles?"
"Ah, pensei que era uma boa hora para te ligar, saber como está... E colocar as fofocas em dia." Rimos.
"Ownt, amiga. Realmente, você é a melhor amiga do mundo todo!" Fiz gesto com as mãos. Estou tão sentimental.
"Ah, amiga. E você? A melhor, da melhor, da melhor, da melhor, da melhor, da melhor..."
"Já entendi."
"Da melhor, das melhores." Gargalhamos.
"Suas loucas!" Danny apareceu e sentou no braço do sofá.
"Somos mesmo!" Lari respondeu. "Ah, fala para o Danny que eu disse que é para ele cuidar direitinho de você, viu?" Ela informou preocupada comigo. Ah, minha melhor amiga.
"Ok, vou dar o recado." Danny riu, ele devia saber que o recado era para ele mesmo.
"Você ta doentinha, ele tem que ser carinhoso, cuidadoso, sabe." Continuou passando os recados.
"Sim, senhora." Bati continência, Danny riu ao meu lado.
"Coloca no auto falante, por favor?" Ela pediu educadamente. Ih, já vi tudo. Fiz o que ela pediu.
- DANNY, CUIDA DELA VIU! SE NÃO FAÇO PICADINHO DE JONES! – ai meus tímpanos. – Ele me ouviu? – ela perguntou com a voz em tom normal.
- Acho que até o meu porteiro te ouviu, amiga. – ri, ela me acompanhou, e Danny continuava olhando para o aparelho em minhas mãos assustado.
- Ela não vai sair daqui e te bater não, Danny, fica tranqüilo.
- Uh – Lari comemorou do outro lado da linha, eu imaginei perfeitamente ela fazendo uma dancinha louca. – vou contar para o Tom que o Jones tem medo de mim.
- Ok, amiga. – suspirei. – liga depois, quero falar com o Tom também. Ele que não esteja com os dois olhos bem grudados em você.
- Ué, não entendi. – uhn, e depois ela diz que o Danny que é lerdo.
- Ow, sua lerda, - ela soltou um muxoxo descontente. – do jeito que você é, vai acabar fazendo alguma maluquice ai em Londres. – ri alto.
- Muita engraçadinha, dona Raíra. – ela devia estar me dando língua, aposto.
- É sério – continuei rindo. – espero encontrar o Big Ben, a London Eye e o Madame Tussaud quando eu voltar. – Danny gargalhou.
- Ah, o Tom não ta aqui para me defender agora – a voz dela era tristonha. – vou ligar de novo quando ele voltar, aí você e o Danny vão ver.
- ‘Ta legal, amiga. Beijos. – sorri.
- Beijos, beijos, amiga! – ela riu. Desligou. Também desliguei.
Larguei o celular na mesinha de vidro, que não estava muito longe, é claro. Não ‘to a fim de levantar do sofá, não mesmo.
- Ai, que droga. – praguejei baixinho, essa droga de catapora me irritando. Não vou coçar, não vou coçar. Eu repetia mentalmente.
- Vem cá. – Danny sentou ao meu lado e segurou minhas mãos. Ei, eu preciso delas para me coçar. Disse-lhe mentalmente.
Ele levou minhas mãos até sua cabeça. Ai, eu adorava aqueles seus cabelos macios. E começou a usá-las para afagá-los. Adoro essa sensação.
- É melhor do que coçar a catapora, não é? – ele sorriu maroto. Balancei a cabeça dizendo que sim. Eu chegava a desacreditar que existisse uma pessoa tão fofa quanto ele.
E a Lari preocupada que ele não fosse cuidar de mim. Sorri.
[...]
- Quem quer chocolate quente? – Danny voltou para a sala com uma bandeja e duas xícaras.
- Eu, eu, eu! – comemorei sentada. Adoro chocolate quente.
- Miss. – ela me entregou uma das xícaras.
- Oh, thanks. – agradeci lhe lançando uma piscadela.
Sentei com as pernas dobradas, deixando um espaço para Danny sentar ao meu lado.
Tomamos nosso chocolate em silêncio, até que eu comecei a rir descontroladamente.
- O que foi? – Danny perguntou confuso. Comecei a rir mais ainda. – Você está me assustando.
- Desculpa. – controlei o riso, cheguei um pouco mais perto de seu rosto. – Era só isso. – limpei o bigodinho de chocolate em seu rosto. Ownt, ele estava uma gracinha com aquele rostinho confuso de bigodinho.
- Então, ta. – ele se aproximou do meu rosto e virou a xícara fazendo um bigode em mim também.
- Como estou? – fiz uma pose segurando a xícara. Eu devia estar ridícula com aquele bigode, mas tudo bem, ninguém está vendo mesmo. Só o Danny.
- Uma gracinha. – ele elogiou e tirou uma foto com seu celular.
- Ei, não vale! – protestei, tentei em vão arrancar o celular de suas mãos. Mas eu consegui? Claro que não. – Apaga isso, Danny. – pedi.
- Hum-hum. – ele fez que não com a cabeça.
- Chato. – cruzei os braços, e lhe dei língua.
- Linda. – ele largou sua xícara, e ficou me abraçando. Ele me desarma fácil fazendo isso.
[...]
- Lava, lava, lava. Lava, lava, lava. Uma orelha, uma orelha. Outra orelha, outra orelha. – eu cantarolava tomando banho.
- Quer ajuda aí? – ouvi a voz de Danny do lado de fora do banheiro.
- Não! – respondi brincalhona. – Seu tarado!
- Posso só deixar a sua roupa aí dentro? – perguntou. Hum...
- Tudo bem. – dei de ombros. Continuei dançando e cantando.
- Posso me juntar à festa? – Danny afastou a cortina do Box e deu um sorriso danado.
- Não! – respondi o expulsando. – Sai daqui, Danny.
- Malvada. – ele saiu do banheiro rindo. Palhaço. Ri e terminei o banho.
Coloquei minha roupa íntima e comecei a vestir o pijama.
Até que a catapora estava melhorando, não estava coçando tanto quanto antes.
- Ta-dam! – entrei palhaça no quarto. Danny estava tirando a camisa. Opa, eu sempre chego nas melhores horas.
- Adoro esse pijama. – ele elogiou.
- Gosto mais do de vaquinhas – pensei alto. – mas também gosto desse azul com nuvens. – sorri e me joguei na cama.
- Só falta uma coisa. – ele sorriu maroto e procurou alguma coisa dentro de sua gaveta.
- Ownt! – meus olhos brilharam de excitação. – Pantufas! – pulei para fora da cama. Nem parece que eu estou doente, né? – Suas pantufas de macaco. – lembrei.
- Uhum. – ele vestiu uma camiseta mais folgada para dormir, e trocou a calça jeans por uma calça de moletom.
- Te amo, meu lerdinho. – cobri seu rosto de beijos. Ele merecia.
- Também te amo, minha pequena doida. – ele me abraçou, me levou para a cama.
Deitados e ficamos conversando sobre qualquer bobagem. Minha cabeça aninhada em seu peito, enquanto ele fazia um gostoso cafuné. Meus olhos fechavam sem muito esforço.
Danny depositou um beijo em minha cabeça e desligou o abajur. Olhei de relance para o teto e vi estrelas, luas e um único sol.
- I’m just following the road, through a walk in the sun…
Escutei a voz de Danny cantarolar, minha mente já distante, rumo ao país dos sonhos. Onde Danny e eu vivemos felizes para sempre caminhando sobre o sol.
Meteoro
Song-fic feita ano passado para o aniversário da minha maninha Marjory.
te amo <3
Te dei o sol, te dei o mar
Pra ganhar seu coração
Você é raio de saudade
Meteoro da paixão
Explosão de sentimentos
Que eu não pude acreditar
Ah! Como amar é bom poder te amar
Pra ganhar seu coração
Você é raio de saudade
Meteoro da paixão
Explosão de sentimentos
Que eu não pude acreditar
Ah! Como amar é bom poder te amar
Um casal a beira da praia. Sentados na areia, olhando o por do sol. A cabeça da jovem apoiada ao ombro do rapaz. Olharam-se brevemente e sorriram. Trocaram um selinho rápido e voltaram a admirar aquela bela apresentação da natureza.
Depois que eu te conheci fui mais feliz
Você é exatamente o que eu sempre quis
Ela se encaixa perfeitamente em mim
O nosso quebra-cabeça teve fim
Você é exatamente o que eu sempre quis
Ela se encaixa perfeitamente em mim
O nosso quebra-cabeça teve fim
Flashes rápidos invadiram a mente do garoto. Lembrava-se da primeira vez em que a havia visto. Uma garota tímida e calada, não falava com quase ninguém. Deveria ter o que, uns 12 anos de idade.
Se for sonho não me acorde
Eu preciso flutuar
Pois só quem sonha
Consegue alcançar
Eu preciso flutuar
Pois só quem sonha
Consegue alcançar
Lembrou de um momento quando tinha apenas 13 anos. Um trabalho em grupo, já no meio do ano. Lembrava-se exatamente de como ela estava vestida. Linda como sempre. Conversaram a tarde inteira, e parte da noite, depois daquele dia, tornaram-se inseparáveis.
Te dei o sol, te dei o mar
Pra ganhar seu coração
Você é raio de saudade
Meteoro da paixão
Explosão de sentimentos
Que eu não pude acreditar
Ah! Como é bom poder te amar
Pra ganhar seu coração
Você é raio de saudade
Meteoro da paixão
Explosão de sentimentos
Que eu não pude acreditar
Ah! Como é bom poder te amar
A garota admirava atentamente ao fim de tarde. O sol se pondo no horizonte causava-lhe um leve arrepio, ou seria por estar na companhia dele? Aquele que amaria para sempre? Sentia algo dentro de si, um sentimento, uma emoção... Era muito difícil de explicar, era mais fácil sentir do que compreender.
Depois que eu te conheci fui mais feliz
Você é exatamente o que eu sempre quis
Ele se encaixa perfeitamente em mim
O nosso quebra-cabeça teve fim
Você é exatamente o que eu sempre quis
Ele se encaixa perfeitamente em mim
O nosso quebra-cabeça teve fim
Naquele ano, o ano em que se conheceram, ela ainda não sabia, mas encontrara um companheiro para toda a vida. Só um ano depois é que descobrira o quão maravilhoso e especial aquele garoto era. Primeiro amigos, depois algo mais. Nunca se esqueceria da primeira vez em que o beijou.
Se for sonho não me acorde
Eu preciso flutuar
Pois só quem sonha
Consegue alcançar
Eu preciso flutuar
Pois só quem sonha
Consegue alcançar
O primeiro beijo aconteceu de forma especial. Ambos falavam baboseiras e riam disso. O clima estava muito divertido, até que... Aconteceu. O esperado beijo saiu, e nenhum deles se arrependia disso, estavam cientes de que algo já pintava, e esse beijo só confirmou suas “teorias”.
Te dei o sol, te dei o mar
Pra ganhar seu coração
Você é raio de saudade
Meteoro da paixão
Explosão de sentimentos
Que eu não pude acreditar
Ah! Como é bom poder te amar
Pra ganhar seu coração
Você é raio de saudade
Meteoro da paixão
Explosão de sentimentos
Que eu não pude acreditar
Ah! Como é bom poder te amar
A menina sorriu meiga para o garoto ao seu lado. Ele também sorriu e novos flashes surgiram, era como se seus momentos mais felizes ao lado daquela garota passassem em sua mente, como em um filme, ou algo do tipo.
Tão veloz quanto à luz
Pelo universo eu viajei
Vem me guia me conduz
Que pra sempre te amarei...
Pelo universo eu viajei
Vem me guia me conduz
Que pra sempre te amarei...
- Eu tava pensando...
- No que?
- Desde que eu te conheci, conheci de verdade, eu sabia que nós íamos ficar juntos.
- Como você sabia?
- Não sei. Eu só sabia.
Te dei o sol, te dei o mar
Pra ganhar seu coração
Você é raio de saudade
Meteoro da paixão
Explosão de sentimentos
Que eu não pude acreditar
Ah! Como é bom poder te amar
Pra ganhar seu coração
Você é raio de saudade
Meteoro da paixão
Explosão de sentimentos
Que eu não pude acreditar
Ah! Como é bom poder te amar
- Sabe o que acabei de pensar? E de certo modo, comparar?
- O que? Estou curiosa para saber.
- Seus cabelos lembram-se me o sol. Seus olhos lembram-me o mar.
Te dei o sol, te dei o mar
Pra ganhar seu coração
Você é raio de saudade
Meteoro da paixão
Explosão de sentimentos
Que eu não pude acreditar
Ah! Como é bom poder te amar
Ah! Como é bom poder te amar
Pra ganhar seu coração
Você é raio de saudade
Meteoro da paixão
Explosão de sentimentos
Que eu não pude acreditar
Ah! Como é bom poder te amar
Ah! Como é bom poder te amar
Olhares intensos.
- Te amo.
- Você é a razão da minha felicidade.
Beijos calorosos.
- Meu coração é seu.
- Você é a luz do meu céu.
Essas últimas frases... Qualquer relação com Crepúsculo, ignore. Rsrsrsrs.
Born to be my baby
Ao som da voz do meu cantor favorito eu dançava na cozinha fazendo o café da manhã. Não me surpreendi ao sentir duas mãos segurando minha cintura, e lábios tocarem minha nuca.
- Bom dia. – sussurrou com a voz ainda sonolenta.
- Oi. – respondi igualmente baixo. Aproveitei o calor que emanava de nossos corpos e que até hoje causava arrepios em mim.
[...]
Sentados no sofá, eu revirava seus curtos cabelos, em um cafuné desajeitado.
O filme que passava era tão desnecessário para mim quanto às palavras quando estávamos juntos. Não precisávamos disso. Só de estarmos juntos já era tudo!
[...]
Quando o vi pela primeira vez, no fundo, eu sabia que não era por acaso. Nossos olhares se cruzaram de forma tão intensa que recuei alguns passos para trás, tão vidrada e fora de mim que eu estava. Algo naquele garoto, aparentemente, comum e sem nenhum atrativo, havia me intrigado profundamente. Ainda bem que segui meus sentidos e não me afastei, pelo contrário, me aproximei o máximo que pude. E estamos juntos até hoje.
[...]
Abri a porta do quarto o mais silenciosamente que pude, encontrei-o dormindo tranquilamente, a expressão mais pura e angelical em seu rosto.
Eu me perguntava esporadicamente se merecia tamanho presente dos céus, sim, ele era o maior presente que eu poderia receber em toda minha vida.
Aproximei-me silenciosamente de meu anjinho, e me deitei ao seu lado, caindo no mais profundo sono em questão de segundos.
[...]
Lembro-me bem de nossa primeira briga, sim, até pessoas como nós brigamos de vez em quando, e fora por uma bobagem.
Eu jurei que nunca mais o procuraria, ele fez o mesmo. Mas acabamos voltando atrás, como sempre. Não suportávamos a idéia de ficar longe um do outro, e acabamos por prometer nunca mais brigar, o que não foi cumprido, é claro.
[...]
Um dos momentos mais difíceis pra mim foi a perda dos meus pais. Eles eram tudo pra mim: minha fortaleza, meus alicerces, minha vida. E não tê-los mais comigo foi muito chocante. E novamente, ele estava lá ao meu lado, me dando força e cuidando.
[...]
Voltando a momentos felizes, algo que sempre gostei era a maneira como acordávamos todos os dias. Era única e especial, eu me sentia nas nuvens, e a mulher mais sortuda do mundo.
[...]
Algo que nunca parei para pensar (jamais quis sequer supor) era como seria quando um de nós partisse. Eu não gostaria de ir primeiro, e também não gostaria de abandoná-lo sozinho. Então, seria mais do que perfeito se partíssemos juntos, de mãos dadas para a eternidade. E Deus atendeu minhas preces novamente.
Morrer sempre foi um dos meus grandes medos, mas estando ao lado dele eu não teria porque temer nada, e foi assim em nosso último dia juntos em terra. Eu não time medo, estava segura de mim. E qual não seria minha surpresa se soubesse que morremos ao mesmo tempo, lado a lado num quarto de hospital. Fechando os olhos para a escuridão.
[...]
Dois corações, batendo uniformes.
Duas almas, tornando-se uma só.
Segundos incessantes de pura agonia.
Para enfim, a plenitude.
Love ya (2)
O calor da tarde nos deixava sem vontade alguma de levantar, mais um motivo para ficar com a minha namorada perfeita.
Não tínhamos nada de interessante para fazer, então, deitamos no chão da sala e ficamos apenas curtindo a companhia um do outro, hora ou outra conversando alguma banalidade, mas no momento estávamos em silêncio, comigo afagando seus cabelos longos que se espalhavam pelo piso de madeira.
- Tom, posso te fazer uma pergunta? - Larissa me pegou de surpresa, enquanto meus pensamentos estavam mais pra lá do que pra cá, eu estava quase dormindo.
- Claro. - respondi de pronto.
- Você me ama?
Por um segundo parei de afagar seus cabelos e analisei a pergunta.
- Claro que amo. Amo muito. Por que essa pergunta, Larissa? - eu estava realmente intrigado com aquilo. Será que eu não demonstrava o bastante que a amava e por isso deixei-a insegura? Mesmo assim, não fazia sentido algum.
- Eu não sei. - ela ergueu-se e sentou de uma forma que pudesse abraçar suas pernas. - Só queria saber se você me amava.
- Eu dou algum motivo para você duvidar do meu amor?
- Não! Claro que não. - ela bufou impaciente. - Eu não devia ter dito aquilo, foi uma pergunta idiota.
- Não, não foi uma pergunta idiota - argumentei. - Você perguntou e eu respondi, mas estou confuso. - cocei a orelha.
- Esquece o que eu disse. - ficamos em silêncio.
- E você, me ama? - eu estava com uma leve insegurança, mas ela não precisava saber.
- Amo demais. - seus olhos expressivos me analisavam. - Você nem imagina o quanto. - sorriu.
- Não consigo imaginar minha vida sem você. - declarei.
- E a minha então? Não haveria sentido algum sem você. - suas pequenas mãos entrelaçaram-se as minhas e ficamos parados as observando.
- Desculpe, - murmurou. - foi a coisa mais idiota que eu já disse. E olha que eu já falei muita besteira.
- Não precisa se desculpar, amor. - sorri de forma sincera, eu sabia que aquele meu sorriso a faria sorrir também.
- Eu te amo. Muito, muito, muito, muito... - ela sorriu e começou a distribuir beijinhos em toda a extensão do meu rosto.
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